Brasil passa por um momento com vários desafios na educação, que vão desde um alto índice de evasão até a organização de um projeto de ensino médio que contemple as reais necessidades da área e, principalmente, dos alunos.
Em setembro de 2022 a Unicef divulgou a pesquisa “Educação brasileira em 2022 – a voz de adolescentes”, em parceria com o Ipec, antigo Ibope. Nela foi divulgado vários desafios na educação, entre eles que dois milhões de crianças e adolescentes de 11 a 19 anos não estão frequentando a escola no Brasil.
2023 é o segundo ano de vigência do que vem sendo chamado de “novo ensino médio”, um dos maiores desafios na educação brasileira. Ele é composto por um currículo básico e mais cinco itinerários formativos, que podem incluir até mesmo ensino técnico. Mas sua aplicação é, até o momento, turbulenta.
Diminuição das matérias, ausência de professores e aumento da deficiência de ensino são os principais desafios na educação levantados por estudantes, professores e pesquisadores da área.
Ainda que haja um aumento de escolaridade de docentes no país, o cenário não é bom para o futuro. Jornadas exaustivas, salários baixos e exposição a situações de conflito e perigo atuam contra quando os jovens escolhem ser professores.
A expectativa é que haja déficit de 235 mil professores em 2040, segundo levantamento do Instituto Semesp. As causas citadas acima promovem um efeito de diminuição do interesse dos jovens na docência, o que causaria esse efeito.
Os profissionais que já atuam na área também passam por um momento de turbulência: pontos como defasagem no aprendizado de alunos, falta de engajamento dos pais e dos estudantes e falta de estrutura são citados como principais desafios da profissão na atualidade.
Soma-se isso à necessidade dos professores de se adequar a tecnologias e as novas formas de se transmitir os conteúdos, além da falta de capacitação de muitos desses profissionais para encarar essa nova realidade.
Escrito por: Maria Eduarda
